O ex-secretário da Agricultura, Marcelo Regúnaga, comentou: "Temos que pagar mais impostos do que nossos concorrentes".
O ex-secretário de Agricultura, Marcelo Regúnaga, analisou para o Canal E a inserção do país no mundo, as limitações do Mercosul e a necessidade de uma estratégia exportadora mais agressiva.
“A Argentina participa como parte do Mercosul e o Mercosul se define como uma união aduaneira, estabelecendo que para negociações de comércio livre hay que negociam desde o Mercosul”, explicou Marcelo Regúnaga. No entanto, observei que “somos uma das regiões do mundo que menos acordos de comércio livre têm com os diferentes mercados importantes”.
Cuáles são os problemas do agro
Simismo, ele se preocupou com o impacto econômico desta situação: “Isso implica que quando nós queremos exportar tenemos dos problemas”. Nesse sentido, detalhou que “temos que pagar mais impostos que nossos concorrentes” e que isso deriva de “em definitivo receberemos menores preços por nossos produtos”.
Para Regúnaga, o problema é duplo: pressão interna e barreiras externas. "Nós temos problemas. O primeiro problema é que recebemos um preço menor pelo direito de exportação, e o segundo problema é que recebemos um preço menor pelo preço internacional que os pagãos porque tenemos que pagar impostos de importação em outros países", planteó.
As razões por trás da falta de crescimento
E sintetizou o efeito sobre o crescimento do setor: “Em definitivo, a agricultura argentina receberá muitos preços menores relativos e por isso crescerá menos do que poderia crescer”.
O entrevistado destacou que a estratégia deveria incluir uma revisão do esquema regional: “A Argentina precisa ter uma agenda de negociações internacionais”. Inclusive abriu a porta para mudanças dentro do bloco: “Temos que buscar as formas de que o Mercosul seja flexível e permitir que os países que desejam firmar tratados”.
Mais além dos acordos, empurre o foco nas deficiências internas. “Temos uma estrutura de apoio ao comércio exterior que é muito menor que a de qualquer um de nossos concorrentes”, afirmou.
Veja o artigo original em Perfil (E).


